sábado, 29 de agosto de 2009

Depois do descanso...(pt1)

Pois é, mentes também cansam... E, após um período (que parecia ter sido programado) de recesso de respostas filosofadas volta-se à ativa. E de tal modo que vou ter que postar em duas partes e uma especial para uma discussão inimaginável. Aqui vai a primeira.
Não pensem que meus colegas pegaram leve só por aquecimento, já começaram respondendo convictamente todas as perguntas e perguntando sem medo de serem felizes. O assunto era embriologia e incrivelmente mais de 80% da turma estava prestando atenção (sim, prestando atenção à aula) quando começou a formar-se a pergunta (e por sinal só começou, porque não deu tempo de terminar): “Ei professor, quando a criança nasce recém-nascida...” Caro leitor, coloquei reticências porque ninguém conseguiu ouvir o fim da pergunta, provavelmente ouvia-se o som das gargalhadas na secretaria... Então o professor completou: “Calma aí... ocorrem casos da criança já nascer adulta!” Hahahaha! E depois o sarcástico sou eu...
Ainda nessa mesma semana, numa típica aula de história do Brasil enquanto muitos balançavam a cabeça fingindo que estavam entendendo, o professor falava da situação econômica no Brasil da época. E concluindo o raciocínio o professor explicou: “Isso por causa do café”, e um colega completou: “E do feudalismo!” Hahahaha! Então o professor virou pra ele e falou com uma incrível cara cínica de surpresa: “Sério?! Nunca que eu ia imaginar que o feudalismo havia chegado ao Brasil!” Bem, nem eu! Hahahaha!
Vou aqui e volto já...

Depois do descanso...(pt2)

Voltei (rápido não?)
Química também é cultura... E foi numa destas sobre radioatividade que vivemos uma experiência que vai acompanhar-nos até nossos túmulos. É também sobre esta aula a postagem especial que segue abaixo, mas peço-lhe que leia logo esta postagem para entender a situação passada pelo professor neste dia.
Todos sabemos que os “raios x” podem causar problemas de saúde e que até por isso o período de trabalho dos radiologistas é reduzido. E é normal termos dúvidas sobre isso, mas ao que foi perguntado não se aplicam adjetivos. Foi-se perguntado como os raios x atingiam as pessoas e o professor deu uma excelente explicação, como sempre faz, e logo em seguida surgiu a inqualificável: “E quem trabalha com xerox também é afetado?” Incrivelmente o professor conseguiu não rir e respondeu seriamente.
Em seguida, falando sobre os raios alfa, beta e gama o professor foi alvejado por uma pergunta que até parecia que ia terminar bem: “Professor, raio beta tem cor?”, e como era esperado de uma pergunta desse calibre ele respondeu seriamente: “Não, ele é invisível”. E querendo explicar tal pergunta foi-se dito: “É que eu queria saber se aquele peixe beta tinha alguma coisa a ver com a cor e tal...” Claro, a sala caiu na gargalhada, por isso que eu disse “parecia que ia terminar bem”.
Mas não parou por aí! Só que o que vem em seguida é tão inacreditável que decidi fazer uma postagem especial só pra isso! Continua na postagem debaixo...

Detruidor de infâncias

Todas as crianças têm seus super-heróis favoritos. E, creio eu, não haver problemas em se acreditar neles nessa fase da vida. Mas uma coisa aconteceu que me fez refletir: “Nossa, que mer***!”
Acontece que na aula de química a qual me referi na postagem acima, enquanto falava-se de raios gama, o professor comentou que esse raio provoca mutação genética. Exatamente quase (entendeu a precisão?) seis segundos depois um aluno comenta: “Ah! Então é por isso que o cientista só vira Hulk depois de levar raios gama!”. O professor virou-se, chocado, lentamente e disse: “Vamos continuar a aula”. E a aula seguiu.
Minutos depois, ainda nos raios... Não lembro quais nem onde estavam os comentários, acho que tinha me virado para falar com Kelvin na hora. Mas lembro muito bem do que foi dito. “É por isso que a criptonita tem aquela reação no filme, é professor?”. Lentamente, com um olhar de fazer qualquer criancinha correr, o professor olhou para toda a turma e pediu a atenção de todos. Em seguida, desferiu aquelas palavras cruéis: “Terceiro ano!!! Olha pra cá!!! Prestem atenção!!! Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Hulk, Superman, Homem-aranha, não existem! É ficção! É tudo mentirinha!!!” Nesse momento a sala se converteu num rio de lágrimas. Aquele professor desalmado destruiu todas as nossas fantasias infantis...
Quando se pensa que certas coisas não acontecem num terceiro ano, prova-se o contrário... É, amigos... “Isso é FANTÁSTICO!!!”