domingo, 27 de dezembro de 2009

As Crônicas de Nada - Volume 1

Certas coisas que vivo são realmente assustadoras. Chegam a parecer até com histórias de aventura, como Senhor dos Anéis. Por isso decidi escrever as Crônicas de Nada, uma série de histórias assustadoras e de tirar o fôlego. Aí vai a primeira história.

"O Calorão, a Areia e o Guarda-sol
Num domingo pela manhã, eu chegava à praia acompanhado pelos meus pais e meu irmão. Nem imaginava o que ia viver naquele dia. Calmamente achamos um lugar bom para ficar. Fiquei sentado embaixo do guarda-sol um pouco, conversando com minha mãe, enquanto meu pai brincava com meu irmão. Estava prestes a acontecer.
Após um tempo percebi-me desenhando algo na areia quente e macia, algo de que não me lembro a forma, nem conteúdo. Eu estava ficando com mais calor embaixo daquele guarda-sol, mas não estava com vontade de entrar no mar ainda. Repentinamente, algo azul com rodas enferrujadas passou na minha frente com uma lentidão proposital. Era um vendedor.
Não prestei atenção no que ele oferecia. Não produzia som algum, mas nem por isso deixava de chamar a atenção de todos. A princípio não entendi a razão de que pouquíssimos fregueses lhe chegavam. Mas depois que observei com atenção seu comportamento, percebi o motivo de tão pequena clientela. O que eu vi foi terrível, a coisa mais assustadora que já vi em minha vida. Nesse instante minha mãe olhou para mim e perguntou:
-Quer a câmera?
-Rápido! - respondi eu.
Agilmente liguei o aparelho e posicionei-o de modo a não perder aquela imagem."
Das memoráveis aulas do professor Acácio, lembro-me que ele sempre falava que uma alimentação balanceada era o caminho mais fácil para uma boa saúde... Eu concordo, mas esse vendedor levou isso a sério demais!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Papai Noel vai vir de barco...

Refletia um pouco sobre o Natal assistindo ao especial de Madagascar (não o dos pinguins, o outro com todos os personagens) quando cheguei a uma conclusão importante: o Papai Noel não voa mais no trenó, provavelmente ele vem pelo mar... Vou explicar porque...
Antigamente era realmente uma boa ideia o uso do trenó voador, visto que àquela hora da noite o céu estaria disponível ao Papai Noel que teria que disputar só com um avião ou outro, mas atualmente a realidade é outra: há avião por todos os lados, cruzando por novas rotas todos os dias. E ainda há outro problema no céu: a visão do bom velhinho. "Mas ele usa óculos", você leitor diz, mas digo-lhe eu que não é dessa visão que falo. Estou falando de ver a cidade. Como ele e as coitadas das renas vão enxergar as cidades no meio das nuvens de poluição das grandes cidades? E convenhamos que um trenó daquele tamanho com não-sei-quantas renas na frente nunca facilitou a vida de ninguém...
Pensando em que possível atitude o Papai Noel tomaria cheguei à única opção viável: vir de barco... Isso facilitaria a vida de todos. Só seria necessário transformar a mágica de fazer as renas voarem em mágica de fazer chover... Como, no Brasil, se chover alaga, ele só teria que fazer chover um pouco e poderia circular livremente pelo país todo, só teria que aumentar a dose da chuva no interior, onde o presente seria a própria chuva...
Depois dessa reflexão sem futuro algum, eu concluo dizendo uma frase que li no jornal: Não faço compras de Natal porque não tenho saco pra Papai Noel... Hahahahaha

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cuidado com a sua saúde!!!

Baseado em estudos pessoais em cooperação com meu amigo Humberto no ano passado (ah, os velhos tempos...) publico agora nossa descoberta a muito esquecida. Observando o comportamento dos emos, descobrimos coisas que vão revolucionar a medicina no mundo todo!
Todos sintomas, que irei relatar, são provocados pela exposição excessiva a qualquer forma de conteúdo potencialmente emo. O principal sintoma é a alteração sanguínea. As Hemoglobinas sofrem uma mutação e tornam-se Emoglobinas, deixando assim de serem vermelhas e tornando-se roxas. Além disso o sangue torna-se mais escuro, chegando a tonalidades semelhantes à cor preta. Diante desta situação, podemos observar uma característica da natureza superemo: a mistura de preto com branco(dos glóbulos brancos) com roxo, considerando que a essa altura o sangue parece um tremendo quadriculado... Melhor nem imaginar!
O
utra descoberta, esta de autoria de Humberto, mostra que, diante do quadro acima descrito, o portador deste quadro clínico fica necessitado de uma sessão mensal de Emodiálise, para medir as taxas de teor emo no sangue. Caso essa taxa caia em excesso, o indivíduo necessitará de uma dose de Emorfina semanalmente.
E por último, o quadro mais preocupante. Que ocorre por uma overdose de emo causando atrofia dos nervos receptivos do cérebro, fazendo com que o indivíduo não escute mais nada além de NX Zero, Fresno, Simple Plan, e outros agentes agravadores.
Por isso, para sua própria segurança, mantenha-se longe de tais perigos e não aceite música de desconhecidos sem ter a devida certeza de que este está lhe oferecendo algo que não venha a lhe prejudicar como foi mostrado nesta postagem.
Até a próxima e faça como eu: só escute Metallica, System Of A Down, Disturbed, DragonForce, Chico Science e Nação Zumbi etc...

domingo, 6 de dezembro de 2009

O ENEM foi uma aventura...

Vou escrever isso bem rápido, porque convenhamos que depois de fazer a prova do ENEM ninguém consegue raciocinar direito pelo resto do dia. Mas o que vou narrar comprova que a referida prova não é apenas um simples questionário (até porque ela não é nada simples...).
Tudo começou quando o verdinho chegou... Sim, ele mesmo, o segundo cartão de incrição. Acontece que eu moro nas proximidades do bairro da várzea e, a princípio, eu iria fazer a prova na UFPE, que não é longe da minha casa. Porém, com a chegada do indesejável de cor de capim desidratado (o cartão, pra você que está viajando tentando entender o que eu estou falando), descobri que meu novo local de prova era no bairro de Boa Vaigem, o que implicava na necessidade de tomar três ônibus tanto para ir como para voltar.
No primeiro dia, tudo ocorreu tranquilamente... Na ida... Porém, como era de se eperar pelo peso de minhas palavras anteriores, a volta não foi tão confortável. O ônibus de uma banda de forró (creio eu, porque essas músicas são tudas iguais: forró, brega, swingueira, pagodeira, forrozeira, bregadeira... essas coisas todas...) bateu em uma moto fechando o trânsito da avenida. Até aí tudo bem, nada demais, foi só uma fatalidade. Até o momento em que o motorista (talvez com o estômago desarranjado, não sei...) começou a cortar caminho por ruas estreitas como o corredor de um bloco residencial, porém um tanto acelerado... Pra resumir, eu fui à montanha russa sem ter que pagar entrada...
no segundo dia, como se não bastasse o primeiro, eu vivi uma aventura do começo ao fim... Começando o dia, fui forçado a dividir o ônibus da linha CDU/Caxangá/Boa Viagem com um número incontável de pessoas que com destino à praia, o que não seria problema se as referidas fossem a viagem toda em silêncio... Mas tudo bem, todos já passamos por isso um dia... E voltando para casa, minutos após eu ter presenciado o momento em que minha prova, na parte de matemática, começou a dançar na minha frente, dando voltas e voltas, subi num ônibus da linha que eu escrevi aí em cima. E, no meio do caminho, nas proximidades do aeroporto, fui forçado a fazer uma análise psicológica do motorista e acabei chegando a duas possibilidades: 1°-> Ele sonhava em ser piloto de fórmula 1, mas não conseguiu realizar o sonho... 2°-> Ele estava brincando de Need For Speed com o ônibus... Esta segunda é que eu creio ser mais provável, já que ele demonstrava uma habilidade nas ruas nunca dante vista com um ônibus. Cheguei até a pensar que ele ia tentar um drift por entre os carros, mas ele deve ter deixado essa pra outra viagem...
E pra acabar o dia, no qual eu termino esta postagem
na última meia-hora, quando eu chego em casa, tenho a quase impossível missão de achar algo que preste pra assistir na tv... E é por isso que eu estou aqui agora, no computador... Até mais ler...
(Eu estou com sono, não vou revisar a postagem... Deve (ou devem?) haver um monte de erros... Mas não tem problema, ninguém percebe mesmo, só eu com minha mania de auto-correção... E por que você, caro leitor, ainda está lendo isso? Não percebeu que eu estou escrevendo só pra chegar a alguma coisa que sirva pra acabar a postagem? Então vou acabar com uma reflexão sobre o sono que está me derrubando da cadeira: "O sono é como... ... ..." Ah, sei lá... Vou dormir!...)