sábado, 16 de junho de 2012

A Saga do Imperador

Como tudo surgiu de um sonho de Mary que me deu a ideia de criar uma história de humor de apenas uma parte para ser postada no Facebook e que não iria a canto nenhum eu não tive a preocupação de criar um enredo, mas as pessoas foram gostando e as partes foram aumentando e a história passou a ser feita espontaneamente, sem importar para onde estivesse indo. Depois eu segui essa mesma proposta com Phil no País de Oz, mas aí eu percebi que podia fazer algo mais. Algo mais sério, embora sem nenhuma intenção de publicação ou venda, apenas por diversão.
Daí surgiu A Ordem do Imperador das Sombras, dando início à Saga do Imperador que usaria a história inicial, BCC Wars, como ponto de início do alvo do roteiro e então chegamos aqui e é aqui que quero deixar clara a forma como a história funciona. Todo mundo assistiu Star Wars fora de ordem e ninguém reclamou, então não venham reclamar da publicação fora de ordem :P Assim funciona a Saga do Imperador:

·   A Ordem do Imperador das Sombras
·   BCC Wars
·  A Era dos Cyborgs (ainda sendo escrita)



Agora quem não viu a origem de tudo vai saber como ler a história. Divirtam-se.

Ah, e de preferência baixem essas fontes, elas fazem parte das histórias:
Jedi: http://www.urbanfonts.com/download.php?file=jedi.zip
Monotype Corsiva: http://fontzone.net/font-download/Monotype+Corsiva/
You Murderer: http://www.1001fonts.com/fonts/win/ttf/3134/youmurdererbb_tt.zip

sábado, 9 de junho de 2012

A Saga do Imperador - 01 - A Ordem do Imperador das Sombras #8

Parte 8 (final)
Penumbra. Superfícies de vidro por toda a parede da sala refletiam a luz de uma mesa de metal aparentemente composta por monitores com tecnologia Touch Screen que pendia do extremo da sala, mostrando que estavam sob um teto oval que dava a impressão de estar dentro de uma concha. Por trás dos reflexos se viam silhuetas de corpos com aparência adulta ou de recém-saídos da adolescência flutuando em algum tipo de líquido. Não conseguiam enxergar os rostos daquela distância e àquele nível de iluminação.
Andaram a passos lentos até que chegaram ao centro da sala e luzes fortes se acenderam automaticamente do rodapé revelando a estrutura do lugar. Acima deles se erguia uma abóbada de capsulas cilíndricas suspensas entre centenas, talvez milhares de fios de todos os tipos e espessuras. Em cada capsula flutuava um corpo suspenso num líquido tão transparente quanto água, e em cada corpo havia uma máscara aparentemente mecânica presa ao rosto com um tubo que se conectava à parte superior do tubo de vidro. Todos os corpos estavam nus e em posição fetal como se houvessem nascido naquele recipiente.
Alex e Suzana demoraram alguns segundos digerindo a existência de tal lugar. Estavam tão perplexos que não notaram a porta se abrindo silenciosamente atrás deles e se fechando do mesmo modo cinco segundos depois. O rapaz se aproximou de um dos “tubos de ensaio” gigantes para observar melhor. Ele teve a impressão de que aquela pessoa, se fosse realmente uma pessoa, era familiar, mas não conseguia ter certeza pois a máscara que provavelmente transportava ar ao corpo cobria mais da metade do rosto.
-ALEX! – chamou Suzana quase gritando com uma voz horrorizada do outro lado da sala e apontando para um dos tubos. – Alex, é Bione!
-Como?! – ele correu rapidamente em direção à menina.
-Olha para ela! Os olhos, o cabelo, é Thaís! – a voz quase não saía por causa do choque.
Alex observou o corpo feminino com os cabelos espalhados pelo líquido e viu que era verdade. Em seguida andou alguns passos à direita e observou a capsula ao lado. Era a vez dele de entrar em choque.
- Suh! Ai meu Deus, Suh, sou eu! - e apontou para o corpo com a mão trêmula.
Suzana se aproximou e, quando olhou para o corpo, ele abriu as pálpebras esboçando um olhar vazio e sem consciência. A menina soltou um grito de terror e começou a andar de costas para se afastar dali, mas quando desviou o olhar começou a perceber que todos ali eram conhecidos, então se soltou sobre os joelhos no meio da sala sem saber o que fazer, até que percebeu que apenas um dos cilindros estava vazio.
-Gostaram deles? - a voz veio de trás deles e ambos olharam ao mesmo tempo com os corações aos saltos. - São os filhos do Imperador.
Então eles descobriram que Dayanne estava viva.
-Filhos? - perguntou Suzana com o medo gelando sua espinha.
-Sim. Ele os criou para servirem à Ordem.
-Mas eles são clones de todos os alunos de BCC!
-Sim, essa é sua utilidade...
“Dayanne, siga com o plano e pare de conversas”, a voz ecoou por todos os lados, como se saísse das paredes ocultas pelos incontáveis fios, interrompendo o discurso da menina.
-Agora mesmo, Imperador. - respondeu. - A conversa estava boa, mas agora é hora de dar tchau - disse como uma criança que termina uma brincadeira “na hora em que tava ficando boa”.
            Ela andou até a mesa e a tocou com todos os dedos da mão esquerda. Alex achou ter visto conexões minúsculas se formando entre os dedos da menina e as telas da mesa. Suzana teve a mesma impressão.
            -Sabe, eu sei que vocês estão curiosos, então vou explicar.
          Ela girou a mão no sentido horário e a moveu na direção diagonal direita. Dois cabos com pontas mecânicas em formato de cabeça de cobra rastejaram pelo chão por baixo das pernas da menina saindo da mesa em direção aos dois jovens assustados e antes que eles pudessem pensar em qualquer reação as serpentes atacaram num bote. Durante a trajetória do ataque as bocas se abriram em fração de segundos desmontando-se num mecanismo de “dedos” robóticos muito finos, semelhante a uma aranha se prendendo aos crânios das suas vítimas como se fosse prendê-los em sua teia.
        Alex e Suzana estavam presos pela cabeça e sabiam que se tentassem se libertar teriam, no mínimo, seu couro cabeludo arrancado. Na melhor das hipóteses. Involuntariamente se colocaram de joelhos, o que fez eles perceberem que agora aquele cabo controlava seus sistemas nervosos.
            -Agora que não podem mais fugir vou contar só um pouco.
            Os dois suavam frio. Suas pernas tremiam.
           -Sei que se perguntam por que justamente vocês foram trazidos para cá. Mas não tem nenhuma razão especial, vocês foram apenas os primeiros de uma lista aleatória. - ela falava sem tirar a mão esquerda da tela. - Pena que Alex não teve tempo de passar pelos testes principais como você Suh.
            -Que testes? - perguntou surpresa, ainda não conseguia se lembrar de nada.
-Agora isso não importa, o que importa é que você sobreviveu.
-Mas você não queria me matar? - perguntou Alex confuso com a história.
-Antes sim, minha missão ficou confusa por algum motivo, mas o Imperador me reprogramou.
-Como assim, você é um cyborg? - ele estava mais confuso ainda agora.
-Todos nós filhos do Imperador somos cyborgs. Todos esses que vocês veem aqui são. - os dois amigos ficaram sem palavras. - Bom, mas acho que isso já respondeu o suficiente. - ela olhou para a tela em que tocava. - Imperador, permissão para continuar.
Ouviu-se um som semelhante ao do mecanismo das portas daquele lugar se abrindo. Um feixe de fios se abriu criando uma passagem para o homem entrar na sala de frente para os reféns.
E eles conheciam seu rosto.
-Pode começar. - falou com um sorriso de vitória discreto no rosto.
-É você! - gritaram os dois em coro dois segundos antes de sentirem uma dor perfurante em suas cabeças fazendo-os gritar de dor. Parecia que uma agulha estava sendo introduzida em seus crânios, embora agulhas minúsculas perfurassem apenas seu coro cabeludo transferindo pequenas cargas elétricas.
Suzana desmaiou. A última coisa que Alex viu antes de fazer o mesmo foi um ser pequeno e cinzento que caminhava lentamente em sua direção. Ele se aproximou e olhou nos olhos do rapaz.
Os olhos do animal mudaram de forma e agora Alex pôde perceber que não era a forma de uma letra S, mas a forma de uma serpente. Mas ele não se lembraria mais disso.
Alex ficou inconsciente.
***
Suzana acordou no andar abaixo das salas do CEGOE. Estava com um livro de Cálculo 2 no colo e uma lapiseira de ponta 0.7 caída no chão ao lado da sua bolsa. Ainda eram onze da manhã, então apenas voltou a estudar até uma da tarde quando levantaria para almoçar no RU.
Alex acordou em sua cama. Tinha perdido a hora do estágio, ia ter que inventar alguma desculpa para a Irmã Marlene no dia seguinte. Olhou no seu aiPhone. Havia uma mensagem. Abriu para ler, o remetente era um contato gravado como “Suh”. Estava escrito “Queria te contar uma coisa a sós...”. Ele achou estranho, mas apenas se levantou para tomar café da manhã. Não devia ser nada sério.
No Edifício Vasconselos Sobrinho entrava Dayanne. Ia estudar programação com Jonathan e Mariane. Eles nunca desconfiaram da menina. Até pouco tempo depois.
No galpão onde tudo começou, no vão em que Suzana fora presa, a tela à qual ficou olhando enquanto estava presa ainda estava ligada. Nela passavam palavras aparentemente soltas e sem sentido por toda a tela caindo como uma cascata. Sobre um fundo branco, códigos desconhecidos escorriam numa fonte Comic Sans verde.
Numa sala com uma mesa redonda de poucos lugares um grupo de homes se reunia. O Imperador se pôs de pé.
-Estamos prontos para começar. - disse num tom firme.
Todos se mostraram satisfeitos.
Fim.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A Saga do Imperador - 01 - A Ordem do Imperador das Sombras #7

Parte 7
            Alex e Suzana agora quase corriam, ele já estava recuperado dos efeitos que a substância azul provocara no seu corpo. Seguiam caminhos instintivos pelos corredores que nunca terminavam em lugar nenhum como um labirinto sem fim.
            -Calma Alex, vamos parar um pouco. - disse segurando ele pelo braço. - Precisamos pensar para onde estamos indo, assim podemos estar rodando em círculos!
            -Seria ótimo se soubéssemos para onde ir, mas todos os corredores aqui são iguais! - o tom de voz era de nervosismo, estava evitando pensar na possibilidade de voltar à cadeira de Day para manter a calma.
            -Parece que estamos presos aqui. - ela olhou para os traços finos na parede que mostravam as portas deslizantes como a do galpão de onde fugiram. - Acho que vamos ter que arriscar...
            -Como assim?
           -Não tem janelas aqui, nem nada que pareça com uma saída, então só podemos tentar entrar nessas portas e ver onde vamos sair.
Ela não esperou a resposta do amigo e encostou a mão numa região delimitada pelo desenho retangular de pontas arredondadas para tentar abrir a porta. Tentou pressionar, mas nada aconteceu.
-Sou só eu que estou me sentindo observado aqui? - perguntou Alex incomodado.
-Na verdade eu não estava, mas já que você falou agora eu também estou.
Ficaram em silêncio e olharam para os dois lados do corredor. Nenhum som, nem um eco de qualquer sala.
-Acho que só estamos nervosos. - disse ela com voz trêmula. - Vamos continuar procurando uma porta destrancada.
Alex assentiu com a cabeça, mas continuou incomodado. Sentia uma presença que se aproximava. Parecia que algo ou alguém entraria naquele corredor a qualquer momento. Deu um passo em direção àquela sensação estranha, mas logo se virou para o outro lado.
-Suh, vamos embora daqui, tem algo vindo atrás de nós! - disse pegando a menina pela mão.
Ela sentiu seu coração acelerar com o toque. Perdeu o controle dos seus pensamentos e a única reação que teve naquele momento foi seguir a liderança do rapaz. Então eles correram do modo mais silencioso que puderam, tentando pisar leve no chão até que encontraram algo que não haviam visto antes.
Um símbolo em baixo relevo de aproximadamente 30 cm de diâmetro quebrava a harmonia perfeitamente lisa das paredes num corredor sem portas. Uma cobra que envolvia uma maçã em espiral mordendo a fruta na sua diagonal superior direita. Alex e Suzana se olharam como se concordassem no que deviam fazer.
-No três. - disse ela firmemente.
-Um, dois...
Nervosa, Suzana queimou a contagem tocando o símbolo com a palma da mão aberta.
-Não era no três? - perguntou um pouco assustado pela atitude repentina.
-Desculpa, me empolguei. - respondeu enquanto ainda matinha pressão sobre o desenho que começou a esquentar. Afastou a mão em reflexo à temperatura crescente e apenas observou com o mesmo olhar do companheiro que carregava curiosidade, nervosismo e medo.
A cobra entalhada na parede tomou uma coloração verde lentamente acompanhando a maçã que assumia um vermelho escarlate. Quando os desenhos chegaram a uma tonalidade sólida uma passagem se revelou com o deslocamento de um bloco de parede para dentro do prédio e logo após para a direita.
Avançaram com passos curtos pela passagem e descobriram que aquele lugar, independente do que fosse, não era uma prisão como achavam até agora. Era algo muito maior e o galpão em que foram presos era apenas uma área de algum complexo de sabe-se lá o que. Agora sabiam ainda menos onde estavam e o que esperar de tudo o que estavam vivendo, mas ao menos agora haviam descoberto algo. Aquele lugar não era uma prisão para serem torturados por qualquer coisa.
Pois eles estavam entrando num imenso laboratório de corpos.

***
            Passos avançavam leves e silenciosos sobre o piso encerado dos corredores daquele lugar. Os pés viraram à esquerda a tempo dos olhos do indivíduo poderem ver um corpo sumindo para dentro da parede. Então eles haviam entrado no laboratório do Imperador.
            Não pensei que ia ser tão fácil. Mas vai ser divertido mesmo assim. Lá é legal.